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Mães querem hospital para crianças com neurodivergências em Teresina

Movimento das mães que lutam pelos filhos de natureza neurodivergente abrange familiares, mais engajadamente mães de crianças autistas.

Live intitulada de “Fala Mãeêêê” - Foto: Divulgação

Live intitulada de “Fala Mãeêêê” - Foto: Divulgação

21 de agosto de 2024 às 14:38
5 min de leitura

Um grupo de mães de crianças portadoras de necessidades especiais de Teresina se junta, nesta quarta-feira (21), às 20h, em uma live, para debater questões relacionadas à saúde mental de crianças neurodivergentes e também sobre a saúde das mães que acompanham a rotina diária dessas crianças.

A live intitulada de “Fala Mãeêêê” será exibida na rede social do instagram da jornalista e advogada Ravenna Castro (@ravennacastrothe), também mãe atípica, juntamente com a participação de outras mães de crianças neurodivergentes e uma psicopedagoga especialista no método ABA (método direcionado para desenvolver habilidades sociais e comunicativas em crianças com transtorno do espectro autista).

“Teresina precisa ouvir essas mães, que sofrem silenciosamente a dor de seus filhos, que acompanham os tratamentos, as crises, as rotinas diárias de cada um na sua natureza neurodivergente. Nas suas singularidades. Os transtornos de comportamento, de aprendizagem e disfunções neurológicas diversas não são fatores incapacitantes para os nossos filhos, mas que carecem de um tratamento digno e uma saúde eficaz, o que Teresina não apresenta esse suporte necessário”, denuncia a ativista.

“O acesso ao neurologista é muito difícil, particular chega a custar R$ 500 reais, o remédio do tratamento é caro, a vaga da consulta e exame pelo SUS demora até mais de 60 dias, se vence uma receita de remédio tarja preta a gente não consegue outra a tempo de comprar o remédio quando acaba. Aí sofre todo mundo, a criança, a mãe que acompanha diretamente o filho e recebe essa sobrecarga psicológica enorme sobre ela, a família no geral, e isso é uma realidade que precisamos discutir e exigir que mude”, explicou Ravenna Castro, que também é candidata a vereadora de Teresina é mãe de uma criança de 10 anos de idade, portadora de TDAH e dislexia.

O movimento das mães que lutam pelos filhos de natureza neurodivergente abrange familiares, mais engajadamente mães de crianças autistas, portadoras de dislexia, Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), Transtorno Opositivo Desafiador (TOD), dentre outras neurodivergências.

Estamos falando de saúde de mães atípicas e de crianças neurodivergentes, mas essa é uma pauta que também precisa ser abordada no viés da Educação, que há necessidade de escolas preparadas e sensíveis à causa para lhe dar com as particularidades de nossas crianças, do suporte do Governo e do município para suprir a necessidade de uma rede de apoio extrafamiliar organizada que possibilite essa mãe trabalhar e sustentar a família, principalmente quando ela é mãe solo. Essas mães e crianças precisam do apoio do legislativo e do executivo comprometido verdadeiramente com a causa.

“As mães estão adoecendo e estão exaustas por uma longa jornada diária lhe dando com questões de saúde dos filhos, que sobrecarrega o fator psicológico delas e pela ausência de uma rede de apoio efetiva. Se não pararmos para olhar para isso agora, vamos ter que cuidar de uma legião de crianças e famílias inteiras adoecidas psicologicamente futuramente. E nós podemos ter crianças que se tornem adultos funcionais e mães e filhos saudáveis”, alerta Ravenna.

Dentre as várias pautas que o assunto abrange, o movimento organizado pela jornalista Ravenna Castro propõe a criação de um hospital ou um centro de referência próprio que ampare a saúde mental de mães atípicas e crianças neurodivergentes em Teresina e a proposta é que esse hospital ou centro de saúde, que deve ter uma estrutura parecida com a da Coordenadoria Estadual para Integração da Pessoa Portadora de Deficiência - CEID, mas voltada para que tvstões de natureza neurológicas, de saúde mental e bem estar de mães atípicas, crianças e adolescentes neurodivergentes, venha a receber o nome de Centro de Amparo à Saúde Mental Prefeito Firmino Filho, uma homenagem ao ex-prefeito de Teresina conhecido como o prefeito criança.

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